Os idosos e o transporte público

O segmento de mercado de idosos evoluiu drasticamente nas últimas décadas.

Por um lado, as pessoas com mais de 65 anos tornaram-se mais ativas e móveis. Por outro lado, o aumento da esperança de vida resultou em um número crescente de pessoas com mais de 85 anos. No entanto, acima dos 80 anos verificam-se reduções importantes na mobilidade e a eliminação de transbordos através da disponibilização de transporte porta-a-porta ganha uma relevância crucial.

Este crescimento no número de pessoas idosas ou com mobilidade condicionada impacta, não só o número de deslocações realizadas mas também os padrões de mobilidade com, por exemplo, crescimento da procura pelos serviços de saúde.

Para os idosos, as barreiras ao uso do transporte público não se limitam à dificuldade física de embarque e desembarque do veículo, ou à dificuldade de locomoção dentro do veículo com cadeira de rodas ou andarilho. Na verdade, essas barreiras também incluem o stress para chegar à paragem ou para utilização de meios automáticos de pagamento.

Outros fatores de stress são riscos de quedas, evacuação de emergência, ansiedade de esperar em paragens, compreensão dos tarifários, falta de familiaridade com tecnologias ou os próprios serviços, e o medo contínuo de violência ou ameaças (percebida através da comunicação social) que parece ser uma ocorrência mais regular nas cidades.